
Antônio
Cândido de Mello e Souza nasceu em 1918 no Rio de Janeiro, bacharel
e licenciado em Filosofia. Ingressou em 1942 como professor na Faculdade
de Filosofia da Universidade de São Paulo. Em 1945, num concurso
de literatura brasileira, obteve o título de livre-docente.
De 1958 a 1960 foi professor de literatura brasileira na Faculdade
de Filosofia de Assis, hoje integrada na Unesp. Aposentando-se em
1978, continuou a trabalhar em nível de pós-graduação.
Foi professor associado de literatura brasileira na Universidade de
Paris (1964-6) e professor visitante de literatura brasileira e comparada
na Universidade de Yale (1968). De 1976 a 1978 foi coordenador do
Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas.
De 1977 a 1979 foi vice-presidente da Associação dos
Docentes da Universidade de São Paulo. É professor emérito
da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo; professor
emérito da Faculdade de Ciências e Letras de Assis, da
Universidade Estadual Paulista; doutor honoris causa da Universidade
Estadual de Campinas.
Foi crítico
da revista Clima (1941-4) e dos jornais Folha da Manhã (1943-5)
e Diário de São Paulo (1945-7), nos quais manteve um
rodapé semanal com o título "Notas de crítica
literária". Foi de 1949 a 1950 presidente da Associação
Brasileira de Escritores, Seção de São Paulo
e presidente da Fundação Cinemateca Brasileira. Em 1956
elaborou o plano do Suplemento Literário do jornal O Estado
de S. Paulo. De 1973 a 1974 foi um dos dirigentes da revista Argumento,
proibida no quarto número pelo regime militar.
Na vida
política, participou da luta contra a ditadura do Estado Novo
no grupo clandestino Frente de Resistência. Em 1945, foi um
dos fundadores da União Democrática Socialista, transformado
em 1947 no Partido Socialista Brasileiro, de cujo jornal, Folha Socialista,
foi um dos diretores. Membro fundador do Partido dos Trabalhadores-PT
em 1980, ex- presidente do Conselho da Fundação Wilson
Pinheiro. É membro do Conselho editorial da revista Teoria
e Prática.
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