Ex-publicitário,
iniciou sua experiência na área como tipógrafo,
em 1960, usando tipos de madeira e metal para compor, manualmente,
textos e títulos de anúncios. Tornou-se em seguida fotógrafo
e artefinalista, passando a dominar todo o instrumental usado na produção
de peças publicitárias, como tintas, texturas, pincéis,
fotografia, fotocomposição, letraset, clichês,
fotolitos etc. Ainda nessa época, como responsável pela
produção gráfica de folhetos e cartazes em agências,
adquiriu conhecimentos básicos sobre os processos de impressão,
conhecimento que tem aprimorado desde então, passando dos prelos
manuais e das impressoras monocromáticas e bicolores às
grandes policromáticas atuais.
Ao mesmo
tempo, interessou-se também pelo desenho de tipos, interesse
que o levou, anos mais tarde, a estudar a arte dos copistas e iluminadores
medievais (séculos VI a XV), além de todos os grandes
criadores de tipos, desde a invenção dos tipos móveis,
de metal e de madeira, do século XVI em diante. Estudou ainda
os processos de criação e diagramação
dos poetas, fotógrafos e pintores dadaístas, e também
dos poetas e pintores construtivistas alemães e russos, precursores
incontestáveis da arte gráfica contemporânea.
Posteriormente, passou a redator, diretor de arte, diretor de RTV
e diretor de criação, sem deixar de ser artefinalista
(inclusive em computador, que é hoje sua principal ferramenta
de trabalho) e fotógrafo. Trabalhou em várias agências
de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, durante mais de vinta anos, encerrando
sua carreira publicitária como sócio e diretor de criação
da SABIÁ Comunicação, agência de Belo Horizonte,
em janeiro de 1995.Durante três anos diagramou o Suplemento
Literário do Minas Gerais (1983/85), a convite de Murilo Rubião.
Foi, durante três anos consecutivos (1994/95/96) professor convidado
no Festival de Inverno de Ouro Preto, ministrando cursos sobre escrita
e produção de livros, tanto em estilo gráfico
convencional quanto usando computador, scanner, xerox colorido e impressoras
a laser e jato de tinta.
Em 1996,
ministrou, como artista visitante, curso de seis meses sobre produção
de livros na Escola de Belas Artes da UFMG, produzindo com os alunos
uma série de manuscritos iluminados, na técnica e estilo
medievais. Dessa oficina resultou uma exposição no Centro
Cultural UFMG, denominada "Manuscritos Iluminados". Atualmente,
além de escritor, artista gráfico e editor, é
também colunista do jornal O TEMPO (caderno Magazine, aos domingos,
desde 2001) e da revista eletrônica Cronópios (www.cronopios.com.br),
de São Paulo, a partir de 2005.
Como
escritor e artista gráfico tem sido convidado a fazer palestras
e participar de mesas redondas, debates e comissões julgadoras
de poesia e prosa desde os anos 1970.
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