SEBASTIÃO NUNES



Ex-publicitário, iniciou sua experiência na área como tipógrafo, em 1960, usando tipos de madeira e metal para compor, manualmente, textos e títulos de anúncios. Tornou-se em seguida fotógrafo e artefinalista, passando a dominar todo o instrumental usado na produção de peças publicitárias, como tintas, texturas, pincéis, fotografia, fotocomposição, letraset, clichês, fotolitos etc. Ainda nessa época, como responsável pela produção gráfica de folhetos e cartazes em agências, adquiriu conhecimentos básicos sobre os processos de impressão, conhecimento que tem aprimorado desde então, passando dos prelos manuais e das impressoras monocromáticas e bicolores às grandes policromáticas atuais.

Ao mesmo tempo, interessou-se também pelo desenho de tipos, interesse que o levou, anos mais tarde, a estudar a arte dos copistas e iluminadores medievais (séculos VI a XV), além de todos os grandes criadores de tipos, desde a invenção dos tipos móveis, de metal e de madeira, do século XVI em diante. Estudou ainda os processos de criação e diagramação dos poetas, fotógrafos e pintores dadaístas, e também dos poetas e pintores construtivistas alemães e russos, precursores incontestáveis da arte gráfica contemporânea. Posteriormente, passou a redator, diretor de arte, diretor de RTV e diretor de criação, sem deixar de ser artefinalista (inclusive em computador, que é hoje sua principal ferramenta de trabalho) e fotógrafo. Trabalhou em várias agências de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, durante mais de vinta anos, encerrando sua carreira publicitária como sócio e diretor de criação da SABIÁ Comunicação, agência de Belo Horizonte, em janeiro de 1995.Durante três anos diagramou o Suplemento Literário do Minas Gerais (1983/85), a convite de Murilo Rubião. Foi, durante três anos consecutivos (1994/95/96) professor convidado no Festival de Inverno de Ouro Preto, ministrando cursos sobre escrita e produção de livros, tanto em estilo gráfico convencional quanto usando computador, scanner, xerox colorido e impressoras a laser e jato de tinta.

Em 1996, ministrou, como artista visitante, curso de seis meses sobre produção de livros na Escola de Belas Artes da UFMG, produzindo com os alunos uma série de manuscritos iluminados, na técnica e estilo medievais. Dessa oficina resultou uma exposição no Centro Cultural UFMG, denominada "Manuscritos Iluminados". Atualmente, além de escritor, artista gráfico e editor, é também colunista do jornal O TEMPO (caderno Magazine, aos domingos, desde 2001) e da revista eletrônica Cronópios (www.cronopios.com.br), de São Paulo, a partir de 2005.

Como escritor e artista gráfico tem sido convidado a fazer palestras e participar de mesas redondas, debates e comissões julgadoras de poesia e prosa desde os anos 1970.

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